quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Informativo J - Nº 007

O COMPANHEIRISMO COMO ATRAÇÃO DE NOVOS SÓCIOS E RETENÇÃO DE “VELHOS” SÓCIOS
 A palavra “companheirismo” provém de “companheiro” que significa “amigo”, "camarada”, “colega”, etc. Todas essas palavras se resumem numa só: “amizade” que é o sentimento deve reinar em dado grupo, quer familiar, profissional ou social. É fator de estabilidade e sobrevivência do grupo.
No Rotary, o termo “companheiro” vai mais além, e se complementa significando “aquele que acompanha”, “apóia”, “solidariza-se”, “estende a mão” (lema desse ano rotário). Em outras palavras, companheirismo vai além da amizade e se completa na “identificação de ideais”, o “Ideal de Servir”.
 O companheirismo está indissoluvelmente ligado ao Rotary desde sua fundação: Paul Harris no seu livro “Meu Caminho para Rotary”, escreveu no capítulo XXXIII, de título ”O 1º Rotary Club”:
 Para o pequeno grupo, oriundo de pequenas comunidades, o Rotary foi um oásis no deserto do sentimento, que era Chicago. Suas reuniões eram diferentes das de outros clubes, naqueles dias. Eram mais íntimas, mais calorosas, muito mais amigáveis. Deixávamos à porta de entrada, as nossas preocupações e idiossincrasias e, durante a reunião, voltávamos a ser as criaturas que fôramos em nossas origens. Eu esperava a hora da reunião com enorme impaciência!  O conceito original de Rotary expandiu-se. Seus ideais se definiram; seu objetivo se fixou, mas o companheirismo do início permaneceu como elemento de sustentação da sua estrutura.
 O companheirismo está indissoluvelmente ligado ao Rotary no seu Objetivo, item Primeiro:
 O Objetivo do Rotary é estimular e fomentar o Ideal de Servir, como base de todo empreendimento digno, promovendo e apoiando:
Primeiro – O desenvolvimento do companheirismo como elemento capaz de proporcionar oportunidades de servir; (...)
 Como vemos, o companheirismo é a base ou alicerce para a prestação de serviço dentro do Rotary. Devido a isso, nesse clima de camaradagem, praticamente entre irmãos ou familiares, o Rotary se distingue ou não pode ser confundido com outros grupos de voluntários ou ONGs.
 Como consequência disso, é óbvio que o companheirismo não pode ser visto como um fim em si. Para usufruir do “companheirismo pelo companheirismo” existem outros grupos constituídos muito mais interessantes e atraentes que não cobram per capita para a instituição e fundos distritais, não obrigam a assinar revista, não exigem presença semanal nas reuniões, e outras exigências mais. O “companheirismo pelo companheirismo” tem-se mostrado uma excelente arma para desestímulo de “velhos” sócios que se desencantam com o clube e arrependimento de “novos” sócios que se sentem ludibriados ou enganados porque foram convidados para ingressarem num “clube de prestação de serviços”.

DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA
(Enio Leite - Focus Escola de Fotografia)
Foi numa manhã, mais precisamente no dia 19 de agosto de 1839, que a fotografia se tornou de domínio público em território francês. O anúncio oficial foi feito na Academia de Ciências e Artes de Paris, pelo físico François Arago, que explicou para uma plateia espantada os detalhes do novo processo desenvolvido por Louis Jacques Daguerre. O físico apresentava e doava ao mundo o daguerreotipo.
Naquele momento o ato parecia uma mágica. Uma caixa escura, ferramenta capaz de captar e fixar numa superfície o mundo "real".
Dizem as lendas que em seguida à cerimônia várias pessoas saíram as ruas em busca de uma máquina de fazer daguerreotipo e essa vontade de produzir imagens nunca mais cessou.
Daguerre não perdeu tempo. Antes de doar seu invento a França já havia patenteado o mesmo nas Ilhas Britânicas, Estados Unidos e nos quatro cantos do mundo.
"De hoje em diante, a pintura está morta" declarava o pintor Paul Delaroche. Nos círculos mais conservadores e nos meios religiosos da sociedade, "a invenção foi chamada de blasfêmia, e Daguerre era condecorado com o título de “Idiota dos Idiotas’’”. O pintor Ingres, ainda que utilizasse os daguerreotipos de Nadar para executar seus retratos, menosprezava a fotografia, como sendo apenas um produto industrial, e confidenciava: "a fotografia é melhor do que o desenho, mas não é preciso dizê-lo".
Baudelaire, um dos mais expressivos representantes da cultura francesa, negava publicamente a fotografia como forma de expressão artística, alegando que "a fotografia não passa de refúgio de todos os pintores frustrados", e, sarcasticamente, celebrava a fotografia "como uma arte absoluta, um Deus vingativo que realiza o desejo do povo. e Daguerre foi seu Messias. Uma loucura, um fanatismo se apoderou destes novos adoradores do sol". “Com estas declarações, Baudelaire refletia o impacto causado pela fotografia na intelectualidade europeia da época”.
Um artigo publicado no jornal alemão Leipziger Stadtanzeiger, ainda na última semana de agosto de 1839, ajuda a compreender melhor este confronto: “Deus criou o homem à sua imagem e a máquina construída pelo homem não pode fixar a imagem de Deus. É impossível que Deus tenha abandonado seus princípios e permitido a um francês dar ao mundo uma invenção do Diabo". (Leipziger Stadtanzeiger, 26.08.1839, p.1) A nova concepção da realidade conturbou o mundo cultural e artístico europeu.
Como entender que a fotografia viesse para ficar, a não ser em substituição das tradicionais formas de representação? Já se havia gasto vãs sutilezas em decidir se a fotografia era ou não arte, mas preliminarmente, ainda não se perguntara se esta descoberta não transformava a natureza geral da arte e da cultura.
A nova invenção teve importância mais filosófica do que científica. Nasceu dentro do germe da sociedade industrial e a partir desta data o mundo nunca mais seria o mesmo.
Já parou para pensar? O que seria de nós sem as fotografias?

MISSÃO DO ROTARY INTERNATIONAL
Nós servimos ao próximo, difundimos a integridade e promovemos boa vontade, paz e compreensão mundial, por meio da consolidação de boas relações entre líderes profissionais, empresariais e comunitários. 
Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz. (Madre Teresa de Caucutá

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