sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Informativo J - Nº 008

COMPANHEIRISMO EM ROTARY

Sinto-me feliz quando Companheiros Rotarianos, em momentos de reuniões rotárias se manifestam de forma carinhosa e com sabedoria, deixando transparecer o verdadeiro Companheirismo. Este companheirismo que nos coloca em um mesmo nível, independente de raça, religião ou sentimento político-partidário; que nos une em torno do ideal de servir; que nos torna íntimos e amigos.
Este relacionamento é muito importante. Digo-lhes que para mim este é o 5º Pilar de sustentação de um Clube Eficaz e, por consequência, de Rotary International.
Pouco adiantará seguirmos os quatro caminhos determinados para que um Clube seja eficaz: "Manter estável ou desenvolver o quadro social; Implementar projetos para sanar as necessidades das comunidades locais e de outros países; Apoiar a Fundação Rotária por intermédio de participação em programas e contribuições financeiras; Formar líderes capazes de servir o Rotary além do âmbito do clube", se não houver entre Companheiros, Companheirismo.
É sabido que em todos os grupos de trabalho, sejam eles pagos ou de boa vontade, se não houver entre seus membros um bom relacionamento, uma boa amizade e, principalmente respeito mútuo dificilmente estes grupos terão sucesso.
Em Rotary não é diferente. Se houverem todos estes ingredientes o Companheirismo acontecerá ao natural, resultando, dessa forma, na realização de magníficos trabalhos comunitários.
Tudo o que é feito com satisfação, é óbvio, sempre se aproxima da perfeição, o que é bom para quem o realiza.
Quando entrei em Rotary, em 1966, no Clube onde fui admitido, havia um Companheiro sócio fundador, hoje saudoso, chamado Carlos Silveira, sexagenário, farmacêutico que, numa noite, em reunião, no momento em que eu estava exercendo a função de Diretor de Protocolo (inexperiente que era) ele observou meu comportamento.
Após a reunião, chamou-me a parte e, delicadamente disse-me que havia notado minha preocupação em me comunicar da forma mais formal possível. O que, segundo sua experiência, estava me sendo prejudicial. Que ele me sugeria que, na próxima vez e, partir daí, sempre me dirigisse aos meus companheiros com respeito, dignidade, mas, principalmente, com muita simplicidade; que procurasse me manifestar no ambiente rotário como se estivesse a conversar com membros de minha própria família; que em agindo dessa forma estaria tornando as coisas muito mais fáceis para mim e que, indiretamente, para todos os demais companheiros, o que, certamente deixaria todos a vontade, tendo por consequência o desenvolvimento de Bom Companheirismo. Observe, disse-me ele: "Rotary, a pesar de ser disciplinado, é extremamente simples e objetivo; em uma reunião não existem títulos individuais, todos são chamados apenas de COMPANHEIROS, razão por que é desnecessário fazer-se discursos com requinte, sob pena de suas portas se tornarem muito estreitas para o ingresso de novos sócios". Disse-me ainda: "o Rotary por ser composto por profissionais, tem em suas fileiras companheiros extremamente preparados intelectualmente, que se dedicam, principalmente a pensar, projetar, elaborar. Mas, em contra partida tem muitos, não tão preparados, que se dispõem, com profundo amor, a execução destes projetos. Companheiros magníficos, trabalhadores, verdadeiros exemplos de dedicação. Por isso a necessidade de manter o Clube de forma a que todos se sintam a vontade para se expressarem".
Pois acreditem que a partir daquele momento, até os dias de hoje, tenho adotado este método e, com isso tenho me sentido muito a vontade entre meus companheiros. Procuro, sim, agir dentro dos meus limites. Quando não sei ou não entendo, apenas ouço. Tem sido muito melhor assim do que dizer o que não devo. Com isso tenho certa facilidade de me relacionar com todos os Companheiros que encontro, tratando-os em igualdade de condições, com respeito e admiração, sejam eles de meu Distrito ou não. Pois, em qualquer parte do mundo onde há um rotariano, ali está alguém "Dando de Si Antes de Pensar Em Si". E isto se chama de ROTARY!
Que o Companheirismo seja sempre o motivo maior para que nos encontremos e nos comuniquemos com AMOR E SABEDORIA. VIVA ROTARY!

EGD Hermes Pereira da Silva D 4680
R.C. de São Lourenço do Sul – RS

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL


Independência do Brasil: processo histórico culminado com a proclamação de Dom Pedro I.
A independência do Brasil, enquanto processo histórico, desenhou-se muito tempo antes do príncipe regente Dom Pedro I proclamar o fim dos nossos laços coloniais às margens do rio Ipiranga. De fato, para entendermos como o Brasil se tornou uma nação independente, devemos perceber como as transformações políticas, econômicas e sociais inauguradas com a chegada da família da Corte Lusitana ao país abriram espaço para a possibilidade da independência.
A chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil foi episódio de grande importância para que possamos iniciar as justificativas da nossa independência. Ao pisar em solo brasileiro, Dom João VI tratou de cumprir os acordos firmados com a Inglaterra, que se comprometera em defender Portugal das tropas de Napoleão e escoltar a Corte Portuguesa ao litoral brasileiro. Por isso, mesmo antes de chegar à capital da colônia, o rei português realizou a abertura dos portos brasileiros às demais nações do mundo.
Do ponto de vista econômico, essa medida pode ser vista como um primeiro “grito de independência”, onde a colônia brasileira não mais estaria atrelada ao monopólio comercial imposto pelo antigo pacto colonial. Com tal medida, os grandes produtores agrícolas e comerciantes nacionais puderam avolumar os seus negócios e viver um tempo de prosperidade material nunca antes experimentado em toda história colonial. A liberdade já era sentida no bolso de nossas elites.
Para fora do campo da economia, podemos salientar como a reforma urbanística feita por Dom João VI promoveu um embelezamento do Rio de Janeiro até então nunca antes vivida na capital da colônia, que deixou de ser uma simples zona de exploração para ser elevada à categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves. Se a medida prestigiou os novos súditos tupiniquins, logo despertou a insatisfação dos portugueses que foram deixados à mercê da administração de Lorde Protetor do exército inglês.
Essas medidas, tomadas até o ano de 1815, alimentaram um movimento de mudanças por parte das elites lusitanas, que se viam abandonadas por sua antiga autoridade política. Foi nesse contexto que uma revolução constitucionalista tomou conta dos quadros políticos portugueses em agosto de 1820. A Revolução Liberal do Porto tinha como objetivo reestruturar a soberania política portuguesa por meio de uma reforma liberal que limitaria os poderes do rei e reconduziria o Brasil à condição de colônia.
Os revolucionários lusitanos formaram uma espécie de Assembleia Nacional que ganhou o nome de “Cortes”. Nas Cortes, as principais figuras políticas lusitanas exigiam que o rei Dom João VI retornasse à terra natal para que legitimasse as transformações políticas em andamento. Temendo perder sua autoridade real, D. João saiu do Brasil em 1821 e nomeou seu filho, Dom Pedro I, como príncipe regente do Brasil.
A medida ainda foi acompanhada pelo rombo dos cofres brasileiros, o que deixou a nação em péssimas condições financeiras. Em meio às conturbações políticas que se viam contrárias às intenções políticas dos lusitanos, Dom Pedro I tratou de tomar medidas em favor da população tupiniquim. Entre suas primeiras medidas, o príncipe regente baixou os impostos e equiparou as autoridades militares nacionais às lusitanas. Naturalmente, tais ações desagradaram bastante as Cortes de Portugal.
Mediante as claras intenções de Dom Pedro, as Cortes exigiram que o príncipe retornasse para Portugal e entregasse o Brasil ao controle de uma junta administrativa formada pelas Cortes. A ameaça vinda de Portugal despertou a elite econômica brasileira para o risco que as benesses econômicas conquistadas ao longo do período joanino corriam. Dessa maneira, grandes fazendeiros e comerciantes passaram a defender a ascensão política de Dom Pedro I à líder da independência brasileira.
No final de 1821, quando as pressões das Cortes atingiram sua força máxima, os defensores da independência organizaram um grande abaixo-assinado requerendo a permanência e Dom Pedro no Brasil. A demonstração de apoio dada foi retribuída quando, em 9 de janeiro de 1822, Dom Pedro I reafirmou sua permanência no conhecido Dia do Fico. A partir desse ato público, o príncipe regente assinalou qual era seu posicionamento político.
Logo em seguida, Dom Pedro I incorporou figuras políticas pró-independência aos quadros administrativos de seu governo. Entre eles estavam José Bonifácio, grande conselheiro político de Dom Pedro e defensor de um processo de independência conservador guiado pelas mãos de um regime monárquico. Além disso, Dom Pedro I firmou uma resolução onde dizia que nenhuma ordem vinda de Portugal poderia ser adotada sem sua autorização prévia.
Essa última medida de Dom Pedro I tornou sua relação política com as Cortes praticamente insustentável. Em setembro de 1822, a assembleia lusitana enviou um novo documento para o Brasil exigindo o retorno do príncipe para Portugal sob a ameaça de invasão militar, caso a exigência não fosse imediatamente cumprida. Ao tomar conhecimento do documento, Dom Pedro I (que estava em viagem) declarou a independência do país no dia 7 de setembro de 1822, às margens do rio Ipiranga.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


DIA OFICIAL DA FARMÁCIA

05/09 - Parabéns a todos os Proprie-tários de Farmácias.
Em especial ao Companheiro Ananias.


Erradicação Da Pólio Está Próxima


Por Dan Nixon  
Notícias do Rotary International
30 de agosto de 2011

Uma das principais metas da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio (GPEI) é interromper a transmissão do vírus selvagem da pólio até o final de 2012. Apesar do relatório de julho do Conselho Independente de Monitoramento (IMB) da GPEI ter indicado que esta meta está ameaçada, também informou que há sinais de progresso e fez diversas recomendações que podem ajudar.  
A GPEI alcançou grande progresso desde o lançamento de seu novo plano estratégico no ano passado e da vacina oral bivalente. Até o momento, a Índia, um dos 4 países endêmicos, reportou somente um caso de pólio este ano. Segundo o relatório, "o país está a caminho de interromper a transmissão este ano".    
"No norte da Índia, onde ocorria a maior parte do problema, nenhum caso da doença foi reportado nos últimos 15 meses", comenta Robert S. Scott, presidente da Comissão Internacional Pólio Plus do Rotary.   
Os outros países onde a pólio ainda é endêmica são Afeganistão, Nigéria e Paquistão. O relatório do IMB indica bom progresso no Afeganistão, destacando a dificuldade de imunizar crianças nas áreas de conflitos. A Nigéria também está obtendo sucesso e agora, após as eleições, o governo precisar manter seu compromisso com a iniciativa para garantir que a doença seja erradicada. 
No Paquistão, o número de casos dobrou no primeiro semestre de 2011 em comparação ao mesmo período em 2010. O relatório elogiou o grande empenho do país em erradicar a pólio através do plano nacional de ação de emergência lançado em janeiro, mas mencionou a necessidade de maior impacto local.
O relatório também indicou que há preocupação em controlar a pólio em países onde a transmissão voltou a ocorrer, como Angola, Chade e República Democrática do Congo.  
Apesar desses desafios, o número mundial de casos de pólio diminuiu em quase 50% durante o primeiro semestre de 2011, em comparação ao mesmo período em 2010.   
“O número de casos de pólio tipo 3 caiu para apenas 15 este ano", disse Scott, referindo-se a um dos dois tipos de vírus selvagem da pólio ainda existentes. "Tudo indica que, em breve, o tipo 3 será completamente erradicado."  
Os peritos da área de saúde acreditam que erradicar a pólio, em vez de simplesmente controlar a doença, é viável e essencial.  
“Somente cerca de uma dúzia de países reportam casos esporádicos de pólio e, quando investigados, estes casos indicam serem provenientes de um dos quatro países endêmicos", diz Robert Murphy, diretor do Centro de Saúde Global da Northwestern University em Illinois, EUA. "Se concentrarmos nossos esforços nestes quatro países, os casos nas outras áreas desaparecerão." 
“É importantíssimo terminarmos o trabalho logo, pois estamos muito próximos do final. Se pararmos agora, o problema vai aumentar e se tornar ainda mais dispendioso."  
Segundo o relatório do IMB, a erradicação da pólio exigirá maior compromisso político, suporte financeiro e capacidade técnica. 
“Acabar com a pólio é responsabilidade de todos os governos", diz Scott. "Rotarianos de todos os países devem falar sobre esta iniciativa com seus companheiros e, sempre que possível, com seus líderes políticos para assegurar apoio financeiro e moral." 
Em julho, durante conversas no TED, Bruce Ayland, diretor-geral assistente de erradicação da pólio e áreas correlatas da Organização Mundial da Saúde, disse que "os rotarianos têm um poder extraordinário quando aplicam seus esforços locais e internacionais em prol de uma iniciativa de saúde global como a erradicação da pólio". 
Ayland disse que todos podem ajudar na luta contra esta doença, contribuindo financeiramente e lembrando à comunidade e líderes governamentais que a pólio ainda existe e continua causando muito sofrimento. 

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